Correios suspendem serviço de envio de livros e preocupa livreiros

Correios suspendem serviço específico para envio de livros e isso causa preocupação entre livreiros | © Divulgação / Correios

Com as lojas físicas fechadas, restam aos livreiros – independente do porte – a aposta das suas poucas fichas é no comércio eletrônico ou na venda a distância – por telefone, whatsapp ou qualquer outro canal que não demande o contato físico.

Mas agora, esses comerciantes terão mais um obstáculo pela frente. É que os Correios suspenderam o serviço de Marketing Direto, muito utilizado por livreiros para o envio de seus produtos. É nessa categoria que está o envio de Impresso Normal – Registro Módico, produto dos Correios pensado exatamente para envio de livros, revistas, guias, anuários, boletins, catálogos e jornais segmentados.

As alternativas são o PAC e o Sedex, serviços consideravelmente mais caros do que o Registro Módico.

“A interrupção dos envios pelos Correios de pacotes como impressos com registro módico praticamente dobra o custo do frete em um momento que fez das vendas on-line o último refúgio dos livreiros”, comentou o sebista Cid Vale Ferreira, do Clepsidra, que tem duas lojas, ambas fechadas.

Outro livreiro que está preocupado com a medida é Benjamin Magalhães, da Livraria e Sebo Lima Barreto. “É uma tragédia para nós, livreiros de sebo, que temos nessa venda on-line (via Estante Virtual) nosso principal ganha pão. Ainda mais agora com o comércio de rua obrigado a fechar as portas”, comentou.

A Estante Virtual, marketplace que reúne livreiros e sebistas, enviou um comunicado aos seus vendedores dizendo que estendeu os prazos de entrega de 30 para 60 dias na modalidade de entrega “Normal/Econômica” e recomendando que eles aguardem para postar os livros quando os Correios normalizarem os serviços.

Correios fecham?

Ao assinar a medida provisória 926 e o decreto 10.282, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), definiu o que são “serviços essenciais”, aqueles que, neste momento de pandemia, precisam se manter em funcionamento. No artigo terceiro do decreto, está definido que os serviços postais são essenciais. Os Correios, portanto, permanecem abertos e em funcionamento.

Na tarde desta segunda-feira (23), o PublishNews entrou em contato com os Correios via sua assessoria de imprensa solicitando informações e um posicionamento da estatal sobre a suspensão do serviço. A assessoria de imprensa nos solicitou um prazo para responder. Até o fechamento desta edição, no entanto, a estatal não tinha nos retornado.

Fonte: PublishNews

Leipzig, na Alemanha, também cancela a sua feira de livros

A feira é um importante evento literário que serve como esquenta para a Feira do Livro de Frankfurt, que acontece só no segundo semestre. Brasileira que estava escalada para o evento cancelou viagem.

A Feira do Livro de Leipzig, importante esquenta para a Feira do Livro de Frankfurt que acontece só no segundo semestre, foi cancelada. É o terceiro evento internacional de livros na Europa a sofrer alterações por conta da epidemia de coronavírus. Antes de Leipzig, a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha foi adiada e o Salão do Livro de Paris cancelado. Leipzig era para começar no próximo dia 12 e seguir com a sua programação até o dia 15.

A jornalista e escritora brasileira Joselia Aguiar estava escalada para o evento. Ela embarcaria para Leipzig para falar sobre Jorge Amado, uma biografia (Todavia). Ao PublishNews disse que cancelou a sua ida à Europa.

A grande apreensão continua sendo com relação à Feira do Livro de Londres cuja programação está oficialmente mantida para os dias 10 a 12 de março. Além de HarperCollins, Macmillan, Simon & Schuster, Ingram e Overdrive, que já tinham anunciado a sua ausência na feira, entre ontem e hoje o braço americano da francesa Hachette e a italiana Gruppo Mauri Spagnol anunciaram que não estarão na feira inglesa. Para justificar a sua ausência, Stefano Mauri, CEO do grupo italiano e que participou no Brasil de uma edição do Interlivro de 2015, declarou ao Publishers Lunch que os agent centers “são, por definição, o pesadelo dos epidemiologistas”. Considerados o coração das feiras de negócios de livros, esses espaços abrigam milhares de agentes e editores que estão ali para vender e comprar direitos autorais.

Em comunicado oficial e atualizado no último domingo (1º), a Feira do Livro de Londres afirma que manterá a sua programação a menos que haja uma nova diretriz do governo local ou da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Todas as diretrizes de Saúde Pública da Inglaterra e da OMS estão sendo seguidas e medidas apropriadas estão sendo implementadas”, diz o comunicado. O documento fala ainda que para aqueles que não conseguirem acessar a Feira, a organização fará o possível para garantir que o máximo de conteúdo possível seja transmitido e compartilhado pelas redes sociais do evento.

No Reino Unido, há 40 casos confirmados da covid-19. Já na Alemanha, onde está Leipzig, há 165 casos. Nenhuma morte em decorrência do vírus foi registrada em nenhum dos dois países.

A transmissão do corona vírus é feita de pessoa para pessoa via gotículas respiratória ou contato. Ao tossir ou espirrar, as autoridades recomendam, tapar a boca e nariz com um lenço descartável ou colocando a dobra do cotovelo para conter possíveis gotículas contaminadas. Há ainda a recomendação para manter as mãos limpas, lavando com sabonete por pelo menos 20 segundos e/ou higienizando com álcool gel e evitar o contato da mão suja com nariz, boca e olhos.

Pessoas que viajarem para áreas onde já há casos de contaminados e apresentarem sintomas da doença – febre, tosse e dificuldade para respirar – devem procurar os serviços de saúde para acompanhamento.

Fonte: PublisNews

“O Quinto Passo”: Novo conto de Stephen King

Stephen King publicou, no último dia 20/02, seu novo conto na revista Harpers. A história, de 4 páginas, tem o título de “O Quinto passo” e fala sobre o alcoolismo (referindo-se às 12 etapas do “Alcoólicos Anônimos” pelas quais a pessoa precisa passar para voltar a ser – e permanecer – sóbrio). O quinto passo do A.A é: Admitimos perante o Poder Superior, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.

No conto, Harold Jamieson é um viúvo, de 68 anos, aposentado, que acabou desenvolvendo o hábito, durante suas caminhadas matinais, de parar por uma hora para ler o jornal em um banco. Numa bela manhã, enquanto seguia sua rotina, um desconhecido, do outro lado da rua, se dirige a ele oferecendo dinheiro por um pequeno serviço.

A a tradução e revisão é de Camila Vieira.

Confira o conto AQUI.
Versão original (em Inglês) AQUI.

Fonte: StephenKing.com.br

Magazine Luiza compra Estante Virtual

Marketplace de livros novos e usados foi vendido pela Livraria Cultura por R$ 31 milhões

No final do novembro, o PublishNews adiantou em primeira mão que o Magazine Luiza estava de namoro com a Cultura para ficar com a Estante Virtual. A venda foi autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em dezembro último e, nesta quinta-feira (30), em um leilão, o Magalu bateu o martelo e ficou com o marketplace de livros novos e usados. O lance final foi de R$ 31 milhões.

Fundada em 2005, a Estante Virtual foi comprada pela família Herz no fim de 2017. Naquela época, a livraria já apresentava sinais de sua fragilidade financeira. O pedido de recuperação veio um ano depois e, no plano de reestruturação, a Cultura previa, como uma das medidas gerais para a sua recuperação, a venda de ativos, incluindo UPIs (Unidades Produtivas Isoladas), como era o caso da Estante Virtual.

Em abril do ano passado, diante do cenário de crise que afetou Saraiva e Cultura -– duas tradicionais e importantes redes de varejo de livros no País -–, o Magalu passou a investir na venda de livros. Dava ali o primeiro sinal de aproximação com o mercado.

Credores da Cultura ouvidos pelo PublishNews e que pediram para ficar no anonimato não se animaram com a injeção desse dinheiro no caixa da empresa, já que os R$ 31 milhões apurados representam pouco mais de 10% do valor da dívida da Cultura declarada à Justiça. Além disso, questionaram se o dinheiro da venda será mesmo usado para abater as dívidas da empresa que está em recuperação judicial.

O PublishNews conversou também com alguns sebistas, diretamente afetados pela operação da Estante Virtual. Entre eles, a opinião se dividiu. Há os que dizem que pior do que estava nas mãos da Cultura é impossível ficar e, portanto, veem o movimento como positivo, e há ainda os que prefeririam uma administração independente ou por uma varejista com mais experiência no ramo livreiro.

Cid Vale Ferreira, do Sebo Clepsidra, que tem duas lojas em São Paulo e uma em Bauru, no interior paulista, vê o movimento com bons olhos. “Mais do que ampliar sua cartela de clientes, o Magazine Luiza pode impulsionar de forma crucial a recuperação do mercado secundário de livros, mas isso demanda visão estratégica”, disse ao PublishNews. Ele comentou também sobre a possibilidade de diversificar as formas de pagamento, algo que seria muito bem-vindo, na sua avaliação. O livreiro, no entanto, diz que se preocupa com a possibilidade de a empresa planejar ampliar seu faturamento não pelo fomento das vendas de seus vendedores associados, o que aumentaria o recolhimento de taxas, mas sim pela entrada de produtos do Magalu para concorrer com os produtos que já se encontram por lá. “Estamos atentos aos desdobramentos da aquisição com certo alívio. Esperamos que boas notícias estejam a caminho”, finalizou.

O que não está claro ainda é como será feita a integração entre Estante Virtual e Magazine Luiza. É acompanhar as cenas do próximo capítulo.

Agora, além da Estante Virtual e do seu e-commerce próprio, o Magalu conta no seu catálogo as marcas Época Cosméticos, Netshoes, Shoestock e Zattini.

A compra deverá ser concluída em até 20 dias.

Fonte: PublishNews