Livro sobre a mulher mais caçada pelos nazistas na 2ª Guerra é lançado no Brasil

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Quem foi Nancy Wake?

Os mais de 150 mil soldados Aliados que desembarcaram na Normandia no Dia D não chegaram a um território totalmente sem cobertura. Em preparação para a Operação Netuno, que começou oficialmente em 6 de junho de 1944 para pôr fim à Segunda Guerra Mundial — e libertar a Europa da ocupação nazista —, grupos de guerrilha de resistência já vinham atuando para enfraquecer o regime. Entre eles, um com cerca de 7 mil homens, os maquis, que se escondiam em zonas montanhosas para atacar nazistas de surpresa. À frente deles, uma mulher: Nancy Wake. Apelidada pela Gestapo de “Rato Branco”, por sua capacidade de fugir e permanecer indetectada, Wake é considerada a maior heroína da Segunda Guerra Mundial por sua atuação na resistência francesa. No auge da ocupação nazista, era a pessoa mais procurada pela polícia alemã, que oferecia uma recompensa de 5 milhões de francos por sua cabeça (quase R$ 5 milhões, em valores atuais).

Nascida na Nova Zelândia, migrou para a Austrália ainda criança e, aos 16 anos, fugiu de casa para morar nos Estados Unidos. De lá, foi para Londres e então para Paris, onde trabalhou como jornalista em um jornal do Grupo Hearst. Foi como correspondente que conheceu o regime em ascensão e, indignada com a violência, prometeu a si mesma combater o nazismo se tivesse a oportunidade. Não demorou para que ela aparecesse. Em 1939, pouco após a declaração da guerra, casou-se com Henri Fiocca, um rico industrial francês que havia conhecido três anos antes. Aproveitando a fortuna e as conexões do marido, financiou e participou da fuga de prisioneiros e refugiados da ocupação na França. Em 1939, pouco após a declaração da guerra, casou-se com Henri Fiocca, um rico industrial francês que havia conhecido três anos antes. Aproveitando a fortuna e as conexões do marido, financiou e participou da fuga de prisioneiros e refugiados da ocupação na França. Em 1943, porém, com os alemães já em seu encalço, fugiu para a Espanha e, de lá, para o Reino Unido. O marido foi capturado e executado.

Pouco após chegar a Londres, Wake entrou para Executiva de Operações Especiais e, em 29 de abril de 1944, meses antes da chegada dos Aliados, foi lançada de paraquedas na França para liderar as guerrilhas maquis. Além de destruir pontes e quartéis da Gestapo — e de capturar soldados alemães —, um de seus maiores feitos foi pedalar por 500 quilômetros em território inimigo para restabelecer a comunicação entre a resistência e os Aliados. Após a guerra, a espiã teve dificuldades de se adaptar à vida na Europa, e voltou para a Austrália. Chegou a tentar concorrer para cargos políticos, em vão. Em 2001, voltou para a Inglaterra, onde viveu até 2011, quando morreu aos 98 anos. Este ano, sua história ganhou novamente atenção, com o lançamento de dois livros a seu respeito. Um deles, “Libertação”, assinado por Darby Kealey e Imogen Robertson, sob o pseudônimo Imogen Kealey, acaba de ser lançado no Brasil — e já está sendo adaptado para o cinema em uma produção com Anne Hathaway. Ao TAB, Robertson falou mais sobre o livro e a história de Nancy Wake.

Veja reportagem completa AQUI.

Fonte: UOL

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