João Cabral por ele mesmo em 5 décadas

João Cabral por ele mesmo em 5 décadas


No dia 9 de janeiro de 1920, na rua da Jaqueira em Recife, nascia João Cabral de Melo Neto, um dos maiores poetas de língua portuguesa do século XX.

Esta edição comemora o centenário de um ícone da poesia brasileira. Traz ainda textos póstumos, dispersos e inéditos, organizados por Antonio Carlos Secchin com a colaboração de Edneia Ribeiro.

1953
“Acho que todos os meios de difusão deveriam ser usados pelos poetas, dentro desse conceito de que poesia é linguagem afetiva: o rádio, a publicidade, a lírica da música popular, o anedotário da cidade — tudo.”
inspiração não tenho nunca. Rendimento é questão de trabalho e método. De sentar todos dias a mesma hora e trabalhar. Antes, faço o plano do livro, decido o número de poemas, o tamanho, os temas. Crio a forma. Depois encho. O que sai primeiro é ilegível. Reescrevo. Trabalho como um louco. Escrever é sacrifício.”

1968
“Inspiração não tenho nunca. Rendimento é questão de trabalho e método. De sentar todos dias a mesma hora e trabalhar. Antes, faço o plano do livro, decido o número de poemas, o tamanho, os temas. Crio a forma. Depois encho. O que sai primeiro é ilegível. Reescrevo. Trabalho como um louco. Escrever é sacrifício.”

1970
“A poesia é algo tão concentrado quanto o uísque, com um alto teor alcoólico. Pode-se escrever um romance de quatrocentas páginas. Um livro de poesia de quatrocentas páginas é inviável.”

1985
“Salvar o mundo ou piorar o mundo. Por que o poeta tem que fazer isso?”

1997
“Eu, para escrever, preciso ver. Não adianta eu ditar para alguém, porque eu preciso ver a minha letra construindo o verso. Eu escrevo como quem constrói uma casa.”

SAIBA MAIS

Fonte: Alfaguara

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