Estreia hoje na Apple TV+, “Lisey´s Story”, adaptação de livro de Stephen King

Estreia hoje na Apple TV+, “Lisey´s Story”, adaptação de livro de Stephen King

Hoje (04 de junho) estreia a nova séria da Apple TV+, “Lisey´s Story”, adaptação do livro homônimo de Stephen King (confira ao trailer aqui). A série, estrelada por Juliane Moore, no papel de Lisey Clive Owen como Scott, fala sobre a esposa de um romancista que, após perder o marido, precisa enfrentar o processo de luto e os segredos guardados por seu falecido marido. Em uma entrevista concedida hoje, dia 03/06, ao jornal The New York Times, King falou um pouco mais sobre o processo de adaptação do livro, que ele considera seu preferido. Confiram a entrevista, na íntegra, logo abaixo.

TNYT: De todos os seus romances, por que você mesmo decidiu adaptar “Love, A História de Lisey”?

S.K: Eu o segurei, nunca esperando que eu faria algo com ele. Mas eu amo esse livro. Normalmente, eu os mando do jeito que você manda um filho para a faculdade. Você espera que eles se saiam bem, mas você está longe. Se eles fizerem um ótimo trabalho, você pode dizer: “Isso foi baseado no meu material”. Se não, você pode dizer que erraram. Se você vai estar nisso, você vai estar em todo o caminho. É um grande compromisso quando você chega aos 70 anos.

TNYT: Por que episódios de televisão?

S.K: É mais novelístico. “A História de Lisey” é um livro longo. Os romances que parecem funcionar melhor em filmes são os mais curtos e simples. Não acho que “A História de Lisey” funcionaria como um filme porque tem muitas camadas.

Também adoro a ideia de que você pode espalhar a história um pouco. Mas você tem que ter cuidado porque se vai durar oito horas, você tem que segurar o público.

TNYT: Descobrir o que está dentro e fora dos limites quando se trata de descrever doenças mentais pode ser complicado, especialmente no gênero de terror, em que a loucura motiva quase tudo. Como você se certifica de fazer isso de maneira sensível?

S.K: É importante ver que as personagens são redondas e planas – não para zombar de alguém com um problema mental ou dizer que é sua própria culpa. Eu não acho que seja. Você tem que ver o doente mental [personagem] como não culpado. Mesmo assim, eles precisam ser tratados ou levados para um lugar onde não possam machucar outras pessoas.

TNYT: Quanto do personagem de Dane é baseado em perseguidores da vida real de sua própria experiência?

S.K: Tivemos alguns cowboys do espaço profundo em nossa vida. Um deles invadiu nossa casa. Eu não estava aqui. Tabby [esposa de King, a escritora Tabitha King] estava em casa sozinha, e o cara disse que tinha uma bomba. Era uma caixa e não era uma bomba. Ele tinha borrachas nele e coisas que eram amarradas com laços de pão. Ela saiu correndo de casa e foi até um vizinho e à polícia. O cara provavelmente não era perigoso. Tem um cara que dirige uma van que diz que matei John Lennon. Existem pessoas malucas por aí.

TNYT: Há uma interação entre Jim e um bibliotecário assustado que é incrivelmente tenso. De onde veio essa ideia?

S.K: Isso não estava no original. Pablo veio até mim e disse: “O que você acharia se ele estivesse em uma biblioteca? Você poderia escrever algo que seja meio ameaçador, mas também estranho?” Ele mencionou Quentin Tarantino e o diálogo que ele faz. Eu disse que poderia fazer isso. Então eu fiz.

TNYT: Como trabalhar neste programa difere de quando você adaptou um de seus romances para a TV antes, como a versão para a tv de “The Stand”, da década de 1990?

S.K: Os comerciais quebram o fluxo. Se você está tentando fazer as pessoas acreditarem em eventos fantásticos, é como acordá-las de um sono profundo para ver um anúncio. Mas dessa forma, tudo que eu tinha que me preocupar era em contar a história e mantê-la clara e deixar algo no final que levaria as pessoas para a próxima.

Entrevista completa AQUI.

Fonte: StephenKing.com.br

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