Escrita criativa: sete conselhos práticos

 

Todos os que trabalham com escrita criativa – escritores, argumentistas, jornalistas, blogueiros, ensaístas, redatores – estão sempre sequiosos de conselhos práticos que possam tornar um pouco mais fácil, uma tarefa geralmente penosa.

Um dos temas mais fascinantes deste gênero de leituras são os hábitos dos escritores, ou de quem se dedica à escrita criativa.

Por isso não consigo resistir a nenhum artigo com o título Os sete hábitos dos escritores a sério. E achei-o suficientemente interessante para decidir resumir aqui os sete hábitos de quem se dedica seriamente à escrita criativa:

1 – Escrever – escritores escrevem. Sempre. Todos os dias. Com horário marcado. Não basta pensar em escrever; não basta falar em escrever; não basta planejar o que se vai escrever. É preciso escrever.

2 – Focar – enquanto se escreve não se pode fazer mais nada. Não se pode verificar os e-mails, ir ao Facebook, fazer as palavras cruzadas. Reserve um tempo para a escrita (nem que seja só meia hora) e nesse período não faça mais nada senão escrever.

3 – Ler – os escritores leem muito. Alguns vivem apenas para ler e escrever. Mesmo que não seja esse o caso, dificilmente poderá progredir na escrita se não ler bastante. E não deve ler só aquilo que escreve. Se é guionista, não leia só guiões. Agarre num livro que tenha reservado para mais tarde e comece a lê-lo ainda hoje.

4 – Aprender – podemos aprender muito só pela leitura de grandes obras. Mas também é bom ler também sobre o ofício da escrita e da criatividade – memórias, autobiografias, ensaios, livros de técnica ou de inspiração. Livros como The Creative Habit, On Writing, ou Adventures in the Screen Tradesão janelas abertas sobre os processos mentais dos autores e criadores. Há também blogues, como este, e revistas que se dedicam apenas a esse tema. Leia-os com regularidade e vai seguramente melhorar a sua escrita criativa.

5 – Reescrever – como foi aqui citado recentemente, Francis Ford Copolla diz que “A reescrita é o nome do meio da escrita”. Hemingway também deixou bem claro que “A primeira versão de qualquer coisa é uma merda”. Se eles acham isso, como é que nós podemos pensar que as nossas primeiras versões já são suficientemente boas?

6 – Ser profissional – como Somer­set Maugham muito bem dizia “Eu escrevo só quando a inspiração bate à porta. Felizmente, ela bate à porta todas as manhãs às nove em ponto.” Os amadores debatem-se com as crises e a falta de inspiração; os profissionais sentam-se e escrevem.

7 – Refletir – quem leva a sério a escrita criativa não se limita a escrever – reflete sobre o que escreve, a forma como escreve, as razões porque escreve. Analisa os seus pontos fracos e fortes. Toma decisões conscientes sobre aonde quer levar a sua escrita, e de que formas o vai fazer.

Pode ler o artigo completo aqui (em inglês). Quando terminar pare imediatamente de procrastinar e recomece o que estava a escrever.

 

 

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