Diário de bordo (Sobre a reescrita) – Max Moreno

Reescrever é preciso

Olá, pessoal.

Como está a sua “terça-feira de Carnaval?”

Aproveitando que não se fala em outra coisa nos últimos dias, tenho evitado a TV e a internet. Não que eu não goste de “samba” ou de Carnaval, afinal, sou brasileiro e não sou “doente do pé”… rs.

Bem, brincadeiras à parte, estou aproveitando o feriado para avançar na reescrita do meu novo romance. Aproveito a oportunidade para chamar a atenção dos escritores iniciantes para a necessidade da reescrita. Já dizia Ernest Hemingway: “A primeira versão de qualquer coisa é uma merda.” E ele tinha razão, pois, independentemente se você se julga um “gênio da literatura”, a primeira versão da sua obra será, na grande maioria dos casos, sempre cheia de falhas e inconsistências, o que é perfeitamente natural, uma vez que o primeiro impulso da escrita não demanda necessariamente os recursos técnicos e de estilística a que dispõe o escritor (consciente). O que conta nesse primeiro contato com a trama é (pode parecer estranho) a quantidade, e não a qualidade. É o momento de “despejar” as ideias no papel e só depois decidir o que fica e o que sai. Isso mesmo, boa parte do que você escreveu, embora isso lhe parta o coração, terá de ser cortado (mas isso já um outro ponto que em breve discutiremos aqui).

De qualquer forma, considere (e digo isso com toda a sinceridade deste mundo) reescrever a sua “obra-prima” quantas vezes forem necessárias. Você vai perceber que o “exercício” da reescrita, em muitos casos, pode (e vai) lhe ensinar muito mais do que a escrita propriamente dita.

É isso!
Um ótimo feriado a todos.
Abraço.

Max Moreno

 

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