Quer trabalhar na Editora Planeta?

Editora Planeta abre vaga para coordenador de conteúdo

Os candidatos precisam ter graduação em Jornalismo ou Comunicação Social, inglês avançado ou fluente, espanhol intermediário, Pacote Office básico e experiência com o mercado editorial. Além disso, a editora procura alguém com bom repertório cultural e que seja leitor de livros. O contratado criará conteúdo para as redes sociais, fará serviços de assessoria de imprensa – produção de release, disparo, follow-up – ajudará no desenvolvimento das estratégias de marketing e acompanhará os eventos da editora. Os interessados devem enviar currículos para selecao@grupoplanetabrasil.com.br até 21 de junho.

Entrevista: Como escreve Max Moreno

Como você começa o seu dia? Você tem uma rotina matinal?

Tenho o hábito de acordar cedo, gosto de me antecipar ao sol. Entretanto, não posso considerar que haja uma rotina, já que às vezes assisto ao noticiário matinal na TV, às vezes confiro as mensagens de e-mail da noite anterior, às vezes escrevo. Quando raramente opto por este último sempre me surpreendo com as possibilidades que o texto adquire, embora muitas vezes tenha que reescrevê-lo. Creio que isso ocorra porque uma mente descansada “viaja” mais. O problema é que nem sempre essas viagens levam a um lugar “construtivo”, do ponto de vista crítico.

Em que hora do dia você sente que trabalha melhor? Você tem algum ritual de preparação para a escrita?

Sou, e admito isso sem nenhum problema, um escritor de hábitos noturnos. À noite, tudo funciona melhor para mim. Os ruídos, tão comuns durante o dia, tornam-se mais aceitáveis quando a escuridão chega… Confira a entrevista completa AQUI.

Rubem Fonseca morre no Rio

Rubem Fonseca

Nascido em Juiz de Fora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca mudou-se para o Rio aos 8 anos de idade. Formado em Direito, trabalhou como comissário de polícia no início dos anos 1950.

Na década seguinte, prestou serviços para o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), vinculado ao golpe militar de 1964. Mais tarde, ele negou que tivesse apoiado o regime.

Dentre os principais livros de Rubem Fonseca, estão os volumes de contos “Lucia McCartney” (1967), “Feliz ano novo” (1975) e “O cobrador” (1979), além dos romances “O caso Morel” (1973), “A grande arte” (1983) e “Agosto” (1990).

O escritor mineiro era considerado um dos maiores da literatura brasileira e costuma ser avesso a eventos públicos.

Em 2015, ao receber o Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra, Rubem Fonseca citou seu livro de estreia, escrito aos 17 anos.

Ele também falou sobre como a obra chocou o primeiro editor a quem ela foi oferecida. O “problema” teria sido, justamente, a presença de palavrões no texto.

Questionado sobre o fato de Machado de Assis e Eça de Queiroz, algumas de suas inspirações, não usarem palavrões em seus textos, Fonseca afirmou que as palavras não devem ser discriminadas.

“Eu escrevi 30 livros. Todos cheios de palavras obscenas. Nós, escritores, não podemos discriminar as palavras. Não tem sentido um escritor dizer: ‘Eu não posso usar isso’. A não ser que você escreva um livro infantil. Toda palavra tem que ser usada”, disse ele.

As paredes eram brancas – Resenha portal “O Literário”

A primeira coisa que se nota na narrativa de Max Moreno em “As paredes eram brancas” é a comicidade velada. Aquele ar cômico interessante e pautado nas entrelinhas, que faz o leitor somente esboçar um leve sorriso de lado, mas que mostra a genialidade de quem tem familiaridade com as palavras. Nem preciso dizer o quanto aprecio esta sagacidade. Faz com que eu goste do narrador antes mesmo de pensar em apreciar o personagem. L… Ver mais

Correios suspendem serviço de envio de livros e preocupa livreiros

Correios suspendem serviço específico para envio de livros e isso causa preocupação entre livreiros | © Divulgação / Correios

Com as lojas físicas fechadas, restam aos livreiros – independente do porte – a aposta das suas poucas fichas é no comércio eletrônico ou na venda a distância – por telefone, whatsapp ou qualquer outro canal que não demande o contato físico.

Mas agora, esses comerciantes terão mais um obstáculo pela frente. É que os Correios suspenderam o serviço de Marketing Direto, muito utilizado por livreiros para o envio de seus produtos. É nessa categoria que está o envio de Impresso Normal – Registro Módico, produto dos Correios pensado exatamente para envio de livros, revistas, guias, anuários, boletins, catálogos e jornais segmentados.

As alternativas são o PAC e o Sedex, serviços consideravelmente mais caros do que o Registro Módico.

“A interrupção dos envios pelos Correios de pacotes como impressos com registro módico praticamente dobra o custo do frete em um momento que fez das vendas on-line o último refúgio dos livreiros”, comentou o sebista Cid Vale Ferreira, do Clepsidra, que tem duas lojas, ambas fechadas.

Outro livreiro que está preocupado com a medida é Benjamin Magalhães, da Livraria e Sebo Lima Barreto. “É uma tragédia para nós, livreiros de sebo, que temos nessa venda on-line (via Estante Virtual) nosso principal ganha pão. Ainda mais agora com o comércio de rua obrigado a fechar as portas”, comentou.

A Estante Virtual, marketplace que reúne livreiros e sebistas, enviou um comunicado aos seus vendedores dizendo que estendeu os prazos de entrega de 30 para 60 dias na modalidade de entrega “Normal/Econômica” e recomendando que eles aguardem para postar os livros quando os Correios normalizarem os serviços.

Correios fecham?

Ao assinar a medida provisória 926 e o decreto 10.282, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), definiu o que são “serviços essenciais”, aqueles que, neste momento de pandemia, precisam se manter em funcionamento. No artigo terceiro do decreto, está definido que os serviços postais são essenciais. Os Correios, portanto, permanecem abertos e em funcionamento.

Na tarde desta segunda-feira (23), o PublishNews entrou em contato com os Correios via sua assessoria de imprensa solicitando informações e um posicionamento da estatal sobre a suspensão do serviço. A assessoria de imprensa nos solicitou um prazo para responder. Até o fechamento desta edição, no entanto, a estatal não tinha nos retornado.

Fonte: PublishNews

Jabuti premiará ‘literatura de entretenimento’

Mudanças da 62ª edição incluem a nova categoria Romance de Entretenimento e a divisão da categoria Humanidades. Adélia Prado será a homenageada na cerimônia antecipada para setembro.

O Prêmio Jabuti abre nesta terça-feira (17), as inscrições para a sua 62ª edição que veio com mudanças importantes em sua composição.

Pelo terceiro ano, o prêmio realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) terá as categorias divididas em quatro eixos – Literatura, Ensaios, Livro e Inovação –, mas pensando em tornar o prêmio cada vez mais abrangente, algumas alterações foram feitas.

A primeira delas foi a criação da categoria Romance de Entretenimento, criada para premiar os autores nacionais de ficção que, normalmente, não são contemplados pelos prêmios de literatura. São romances voltados para o grande público com maior potencial para se tornarem best-sellers. A categoria Romance passará a chamar Romance Literário e a diferença prática entre as duas categorias está em sua construção: uma tem ênfase na estética, forma e a outra no conteúdo. Para Pedro Almeida, curador do Prêmio pelo segundo ano consecutivo, a adição da nova categoria “Renova o prêmio e o atualiza com o que acontece e se produz na indústria editorial”.

Pedro manteve a equipe do conselho curador que continua composto por Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial), Mariana Mendes (Canal Bondelê), Cassius Medauar (Jornalista, Editor, Professor e Tradutor) e Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial).

Dentro do eixo Ensaio, a categoria de Humanidades também sofreu mudanças. A partir desta edição ela será dividida em Ciências Humanas e Ciências Sociais. Segundo a curadoria do prêmio, a mudança foi necessária porque a categoria Humanidades reunia um grupo grande de temas distintos, sendo também a categoria com a maior quantidade de livros inscritos, o que tornava o trabalho do avaliador mais complexo que o das demais categorias. A divisão adotou a classificação básica seguida pela Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e pelo CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico].

Já no eixo Livro, a categoria Impressão foi retirada do prêmio. O conselho curador justificou a decisão alegando que considera que já existe um prêmio importante para a indústria gráfica, o Prêmio Fernando Pini, e que irá apoiar diretamente a premiação realizada pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Assim como na última edição, os finalistas de cada categoria serão anunciados pela CBL em duas fases. Na primeira, serão divulgados os dez finalistas para cada uma das 20 categorias. Mais próximo da premiação, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas. Já os primeiros colocados em cada categoria serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação, que este ano acontecerá em setembro em local ainda a ser definido.

Poderão concorrer ao certame obras que possuam ISBN e ficha catalográfica (impressa ou digital) e publicadas, em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019. As inscrições, que começam hoje seguem abertas até o dia 30 de abril e podem ser feitas pelo site do Prêmio.

Para se inscrever, os associados da CBL terão que desembolsar R$ 285 por cada livro. O valor da inscrição pode chegar a R$ 430. No caso de coleções, associados pagam R$ 440 e o valor pode chegar a R$ 515.

Fonte: PublishNews

Skoob – Novo app tem quase um milhão de downloads

A novidade fica por conta das famosas metas de leitura. O recurso foi aprimorado com a inclusão do desafio de leitura, que premia os usuários que atingirem a meta

Tela do Desafio Skoob | Divulgação

Com sete milhões de usuários cadastrados, o Skoob colocou no ar uma nova versão do seu aplicativo e ultrapassou uma marca importante: 500 mil downloads.

Para a nova versão, a rede social de livros incorporou novos servidores e triplicou o acesso a sua base de dados. A premissa da versão anterior foi mantida: o usuário cria a sua estante virtual e organiza as suas leituras, faz resenhas, avalia e sinaliza quais livros já leu, deseja ler ou abandonou.

A novidade fica por conta das famosas metas de leitura. O recurso foi aprimorado com a inclusão do desafio de leitura, que premia os usuários que atingirem a meta com um selo no perfil que comprova a conquista e mostra que são leitores certificados pelo Skoob.

No novo aplicativo ainda é possível acompanhar o que seus amigos estão lendo e trocar “confidências literárias”, além de participar de diversos sorteios mensais de livros com a possibilidade de ganhar os principais lançamentos do mercado.

“Em um momento em que se discute o papel da educação e da leitura no país, um novo aplicativo que incorpore conceitos de tecnologia digital ao hábito da leitura dos livros físicos é um aliado para gerar o hábito de leitura nas novas gerações”, afirma Viviane Lordello, cofundadora da plataforma.

Fonte: PublishNews

Leipzig, na Alemanha, também cancela a sua feira de livros

A feira é um importante evento literário que serve como esquenta para a Feira do Livro de Frankfurt, que acontece só no segundo semestre. Brasileira que estava escalada para o evento cancelou viagem.

A Feira do Livro de Leipzig, importante esquenta para a Feira do Livro de Frankfurt que acontece só no segundo semestre, foi cancelada. É o terceiro evento internacional de livros na Europa a sofrer alterações por conta da epidemia de coronavírus. Antes de Leipzig, a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha foi adiada e o Salão do Livro de Paris cancelado. Leipzig era para começar no próximo dia 12 e seguir com a sua programação até o dia 15.

A jornalista e escritora brasileira Joselia Aguiar estava escalada para o evento. Ela embarcaria para Leipzig para falar sobre Jorge Amado, uma biografia (Todavia). Ao PublishNews disse que cancelou a sua ida à Europa.

A grande apreensão continua sendo com relação à Feira do Livro de Londres cuja programação está oficialmente mantida para os dias 10 a 12 de março. Além de HarperCollins, Macmillan, Simon & Schuster, Ingram e Overdrive, que já tinham anunciado a sua ausência na feira, entre ontem e hoje o braço americano da francesa Hachette e a italiana Gruppo Mauri Spagnol anunciaram que não estarão na feira inglesa. Para justificar a sua ausência, Stefano Mauri, CEO do grupo italiano e que participou no Brasil de uma edição do Interlivro de 2015, declarou ao Publishers Lunch que os agent centers “são, por definição, o pesadelo dos epidemiologistas”. Considerados o coração das feiras de negócios de livros, esses espaços abrigam milhares de agentes e editores que estão ali para vender e comprar direitos autorais.

Em comunicado oficial e atualizado no último domingo (1º), a Feira do Livro de Londres afirma que manterá a sua programação a menos que haja uma nova diretriz do governo local ou da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Todas as diretrizes de Saúde Pública da Inglaterra e da OMS estão sendo seguidas e medidas apropriadas estão sendo implementadas”, diz o comunicado. O documento fala ainda que para aqueles que não conseguirem acessar a Feira, a organização fará o possível para garantir que o máximo de conteúdo possível seja transmitido e compartilhado pelas redes sociais do evento.

No Reino Unido, há 40 casos confirmados da covid-19. Já na Alemanha, onde está Leipzig, há 165 casos. Nenhuma morte em decorrência do vírus foi registrada em nenhum dos dois países.

A transmissão do corona vírus é feita de pessoa para pessoa via gotículas respiratória ou contato. Ao tossir ou espirrar, as autoridades recomendam, tapar a boca e nariz com um lenço descartável ou colocando a dobra do cotovelo para conter possíveis gotículas contaminadas. Há ainda a recomendação para manter as mãos limpas, lavando com sabonete por pelo menos 20 segundos e/ou higienizando com álcool gel e evitar o contato da mão suja com nariz, boca e olhos.

Pessoas que viajarem para áreas onde já há casos de contaminados e apresentarem sintomas da doença – febre, tosse e dificuldade para respirar – devem procurar os serviços de saúde para acompanhamento.

Fonte: PublisNews

“O Quinto Passo”: Novo conto de Stephen King

Stephen King publicou, no último dia 20/02, seu novo conto na revista Harpers. A história, de 4 páginas, tem o título de “O Quinto passo” e fala sobre o alcoolismo (referindo-se às 12 etapas do “Alcoólicos Anônimos” pelas quais a pessoa precisa passar para voltar a ser – e permanecer – sóbrio). O quinto passo do A.A é: Admitimos perante o Poder Superior, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.

No conto, Harold Jamieson é um viúvo, de 68 anos, aposentado, que acabou desenvolvendo o hábito, durante suas caminhadas matinais, de parar por uma hora para ler o jornal em um banco. Numa bela manhã, enquanto seguia sua rotina, um desconhecido, do outro lado da rua, se dirige a ele oferecendo dinheiro por um pequeno serviço.

A a tradução e revisão é de Camila Vieira.

Confira o conto AQUI.
Versão original (em Inglês) AQUI.

Fonte: StephenKing.com.br