As paredes eram brancas – Discurso Indireto Livre

Técnica ou falha na narrativa?


Confesso que tenho ficado surpreso com alguns comentários sobre a técnica empregada na narrativa do livro “As paredes eram brancas”.  O Discurso Indireto Livre é uma técnica utilizada por autores em todo o mundo, entretanto, percebo que, no intuito de parecerem críticos (de literatura?), alguns leitores associam a utilização de tal técnica a uma “falha” na narrativa. Recentemente, num desses comentários na internet, li algo assim: “A trama (do livro As paredes eram brancas) é muito boa, mas, em alguns momentos, as vozes dos personagens se confundem com a voz do narrador”. Um erro crasso do escritor?
            Bem, é importante lembrar que essa é um das principais caraterísticas da técnica. No Discurso Indireto Livre, as falas dos personagens, feitas em primeira pessoa, surgem espontaneamente dentro do discurso do narrador, feito em terceira pessoa. Por não haver marcas que indiquem a separação da fala do narrador e da fala do personagem, em alguns casos é difícil delimitar o início e o fim da fala do personagem, uma vez que está inserida na voz do narrador. Nesse sentido, leitores, digamos, menos inteirado no assunto, podem enxergar uma falha onde na verdade há só mais uma técnica empregada pelo escritor naquela determinada obra.

Ficou curioso(a)?… Saiba mais sobre o livro AQUI.

Por: Max Moreno

As paredes eram brancas – Resenha portal “O Literário”

A primeira coisa que se nota na narrativa de Max Moreno em “As paredes eram brancas” é a comicidade velada. Aquele ar cômico interessante e pautado nas entrelinhas, que faz o leitor somente esboçar um leve sorriso de lado, mas que mostra a genialidade de quem tem familiaridade com as palavras. Nem preciso dizer o quanto aprecio esta sagacidade. Faz com que eu goste do narrador antes mesmo de pensar em apreciar o personagem. L… Ver mais