Rubem Fonseca morre no Rio

Rubem Fonseca

Nascido em Juiz de Fora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca mudou-se para o Rio aos 8 anos de idade. Formado em Direito, trabalhou como comissário de polícia no início dos anos 1950.

Na década seguinte, prestou serviços para o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), vinculado ao golpe militar de 1964. Mais tarde, ele negou que tivesse apoiado o regime.

Dentre os principais livros de Rubem Fonseca, estão os volumes de contos “Lucia McCartney” (1967), “Feliz ano novo” (1975) e “O cobrador” (1979), além dos romances “O caso Morel” (1973), “A grande arte” (1983) e “Agosto” (1990).

O escritor mineiro era considerado um dos maiores da literatura brasileira e costuma ser avesso a eventos públicos.

Em 2015, ao receber o Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra, Rubem Fonseca citou seu livro de estreia, escrito aos 17 anos.

Ele também falou sobre como a obra chocou o primeiro editor a quem ela foi oferecida. O “problema” teria sido, justamente, a presença de palavrões no texto.

Questionado sobre o fato de Machado de Assis e Eça de Queiroz, algumas de suas inspirações, não usarem palavrões em seus textos, Fonseca afirmou que as palavras não devem ser discriminadas.

“Eu escrevi 30 livros. Todos cheios de palavras obscenas. Nós, escritores, não podemos discriminar as palavras. Não tem sentido um escritor dizer: ‘Eu não posso usar isso’. A não ser que você escreva um livro infantil. Toda palavra tem que ser usada”, disse ele.

As paredes eram brancas – Resenha portal “O Literário”

A primeira coisa que se nota na narrativa de Max Moreno em “As paredes eram brancas” é a comicidade velada. Aquele ar cômico interessante e pautado nas entrelinhas, que faz o leitor somente esboçar um leve sorriso de lado, mas que mostra a genialidade de quem tem familiaridade com as palavras. Nem preciso dizer o quanto aprecio esta sagacidade. Faz com que eu goste do narrador antes mesmo de pensar em apreciar o personagem. L… Ver mais

Jabuti premiará ‘literatura de entretenimento’

Mudanças da 62ª edição incluem a nova categoria Romance de Entretenimento e a divisão da categoria Humanidades. Adélia Prado será a homenageada na cerimônia antecipada para setembro.

O Prêmio Jabuti abre nesta terça-feira (17), as inscrições para a sua 62ª edição que veio com mudanças importantes em sua composição.

Pelo terceiro ano, o prêmio realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) terá as categorias divididas em quatro eixos – Literatura, Ensaios, Livro e Inovação –, mas pensando em tornar o prêmio cada vez mais abrangente, algumas alterações foram feitas.

A primeira delas foi a criação da categoria Romance de Entretenimento, criada para premiar os autores nacionais de ficção que, normalmente, não são contemplados pelos prêmios de literatura. São romances voltados para o grande público com maior potencial para se tornarem best-sellers. A categoria Romance passará a chamar Romance Literário e a diferença prática entre as duas categorias está em sua construção: uma tem ênfase na estética, forma e a outra no conteúdo. Para Pedro Almeida, curador do Prêmio pelo segundo ano consecutivo, a adição da nova categoria “Renova o prêmio e o atualiza com o que acontece e se produz na indústria editorial”.

Pedro manteve a equipe do conselho curador que continua composto por Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial), Mariana Mendes (Canal Bondelê), Cassius Medauar (Jornalista, Editor, Professor e Tradutor) e Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial).

Dentro do eixo Ensaio, a categoria de Humanidades também sofreu mudanças. A partir desta edição ela será dividida em Ciências Humanas e Ciências Sociais. Segundo a curadoria do prêmio, a mudança foi necessária porque a categoria Humanidades reunia um grupo grande de temas distintos, sendo também a categoria com a maior quantidade de livros inscritos, o que tornava o trabalho do avaliador mais complexo que o das demais categorias. A divisão adotou a classificação básica seguida pela Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e pelo CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico].

Já no eixo Livro, a categoria Impressão foi retirada do prêmio. O conselho curador justificou a decisão alegando que considera que já existe um prêmio importante para a indústria gráfica, o Prêmio Fernando Pini, e que irá apoiar diretamente a premiação realizada pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Assim como na última edição, os finalistas de cada categoria serão anunciados pela CBL em duas fases. Na primeira, serão divulgados os dez finalistas para cada uma das 20 categorias. Mais próximo da premiação, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas. Já os primeiros colocados em cada categoria serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação, que este ano acontecerá em setembro em local ainda a ser definido.

Poderão concorrer ao certame obras que possuam ISBN e ficha catalográfica (impressa ou digital) e publicadas, em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019. As inscrições, que começam hoje seguem abertas até o dia 30 de abril e podem ser feitas pelo site do Prêmio.

Para se inscrever, os associados da CBL terão que desembolsar R$ 285 por cada livro. O valor da inscrição pode chegar a R$ 430. No caso de coleções, associados pagam R$ 440 e o valor pode chegar a R$ 515.

Fonte: PublishNews